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Culatra 2030

Enquadramento:
Energia Limpa nas Ilhas Europeias

A Comissão Europeia definiu a estratégia 2030 para a energia assente em: reduzir em 40 % as emissões de gases com efeito de estufa; obter 27 % da energia consumida a partir de fontes renováveis e aumentar a eficiência energética em 27-30 %. O objetivo geral da estratégia é avançar para a descarbonização da economia da UE em 2030, reforçando simultaneamente o crescimento económico, a defesa do consumidor, a inovação e a competitividade.

Em 2015, com a assinatura do Acordo de Paris, reconhece-se que as ilhas são particularmente vulneráveis às alterações climáticas e extremamente dependentes dos combustíveis fósseis e das importações de energia. Sendo pequenos sistemas isolados, têm potencial para serem precursoras na transição para energias limpas ao adotarem novas tecnologias e aplicarem soluções inovadoras.

O apoio à energia limpa nas ilhas da Europa tem acelerado nos últimos anos. Houve um reconhecimento crescente a nível da UE de que as ilhas são um ator muito particular na transição da energia limpa. As ilhas enfrentam desafios muito específicos devido à sua situação geográfica e dependem frequentemente de importações do continente para cobrir suas necessidades. Estes sistemas geográficos são perfeitos para a criação de redes locais de energia renovável, permitindo o teste de diferentes soluções e liderar a transição energética.

Em maio de 2017, 14 Estados-Membros assinaram a Declaração Política sobre Energia Limpa para as Ilhas da UE, um compromisso político para fazer avançar a transição nas ilhas da Europa. Apenas algumas semanas mais tarde, a Comissão Europeia lançou a Iniciativa Energia Limpa para as Ilhas da UE para apoiar e reforçar este compromisso. A Comissão Europeia propôs dez iniciativas para uma economia moderna e limpa, como contributo da Comissão Juncker para a Cimeira “Um Planeta” . Uma das dez iniciativas propostas é a de “energias limpas para as ilhas europeias”, com o objetivo de promover o uso de energias renováveis, criar emprego, crescimento económico e reduzir as emissões de gases de efeitos de estufa. Esta iniciativa assenta em três vetores essenciais: (1) promover a autossuficiência energética das ilhas; (2) incentivar a redução da dependência de importações de combustíveis fósseis; e (3) oferecer as melhores soluções adaptadas caso a caso com vista a promover as energias renováveis nas ilhas. A fim de coordenar o trabalho diário da Iniciativa, o Secretariado das Ilhas da UE foi criado em 2018 para facilitar a transição de energia limpa nas ilhas da EU. Este processo será um processo participativo envolvendo as autoridades, universidades, cidadãos e empresas, de forma a reunir as visões que essas partes interessadas têm para suas próprias comunidades e ajudá-las a moldar e avançar a transição de energia limpa nas suas ilhas.

No início de 2019 a Universidade do Algarve (UALG), em colaboração com a Associação de Moradores da Ilha da Culatra (AMIC), submeteu uma proposta ao Secretariado Europeu das Ilhas da UE. A Ilha da Culatra foi selecionada e será uma das seis ilhas piloto que receberá apoio técnico para desenhar uma Agenda para a Transição Energética. No dia 24 de Março o projeto foi apresentado às comunidades da ilha no Polidesportivo do Clube União Culatrense na Ilha da Culatra. No dia 27 de Março, foi assinado um Memorando de Entendimento entre o Secretariado Europeu das Ilhas da EU a Universidade do Algarve, a Associação de Moradores da Ilha da Culatra, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Algarve e a Câmara Municipal de Faro.






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