MANIFESTO DO VISITANTE RESPONSÁVEL

A Ilha da Culatra está situada na Ria Formosa (Algarve, Portugal). Ela faz parte do conjunto de ilhas barreira que delimitam e separam a Ria Formosa do Atlântico, recriando um ecossistema único e uma riqueza natural incomparável. Por isso mesmo está inserida no Parque Natural da Ria Formosa, sendo também Zona de Proteção Especial e Zona Húmida de Interesse Internacional. Habitada há quase 200 anos por comunidades de pescadores, a ilha é composta por três núcleos populacionais: Culatra, Hangares e Farol, contando no conjunto com cerca 900 habitantes permanentes que devemos saber respeitar. Além disso, como ilha que é, está sujeita a inúmeros fatores de fragilidade, nomeadamente aqueles que derivam das alterações climáticas, da dependência de fatores e recursos externos, da sobre-exploração dos seus recursos naturais, ou do risco de esgotamento da sua capacidade de carga por via das atividades humanas, como o turismo.

1 PLANEAR A VISITA COM RESPONSABILIDADE
Antes de vir, procure informar-se melhor sobre a Ilha da Culatra e sobre o processo de transição para a sustentabilidade em curso na ilha (culatra2030.pt). Porque é um destino muito particular, procure perceber o contexto e os desafios que se colocam a quem lá vive e trabalha, podendo assim ajustar a sua atitude, alinhando-a com tais desafios. A ilha da Culatra é boa para visitar em qualquer altura do ano. Ainda assim, planeie a sua visita em momentos de menor pressão humana, evitando os períodos de verão e de maior procura (esgotando recursos escassos para quem lá vive e sobrecarregando as infraestruturas básicas da ilha). Um destino sustentável só o é se todos, residentes e visitantes, assumirem uma atitude responsável.

2 RESPEITAR VALORES E IDENTIDADE
Procure conhecer a história, os valores, a identidade, as causas e os aspetos culturais da ilha e das suas comunidades piscatórias, as quais são por norma muito hospitaleiras, honestas e genuínas. Deve igualmente conhecer as normas sociais que ali imperam, evitando, comportamentos que possam ser mal-entendidos, ofensivos ou humilhantes para quem ali vive. Para além do incrível espaço natural, as áreas urbanas dos núcleos habitacionais são inevitavelmente o coração da ilha. Evite fotografar ou invadir espaços de privacidade e seja, aos olhos de outros visitantes, um exemplo de respeito e tolerância, criando oportunidades de partilha e enriquecimento de valores sociais fundamentais. Não faça aos outros o que não gosta que lhe façam a si.

3 RESPEITAR O ESPAÇO E AS INFRAESTRUTURAS
Um bom sítio para viver é, por norma, um bom sítio para visitar. Mas antes de ser um destino turístico, a Ilha da Culatra já era, não só, o ‘habitat’ de inúmeras espécies, de fauna e flora, terrestre e aquática, mas também a “casa” das pessoas que ali habitam há quase 200 anos. Procure saber como é gerido aquele território, a que regras e regulamentos está sujeito, bem como quais as infraestruturas que o compõem (edificações, casas, espaços públicos, vias de circulação, etc.). Deverá assumir sempre um papel ativo na conservação e proteção dos espaços e equipamentos que usa ou visita, respeitando as regras e os limites. É muito importante que a sua visita não implique a adulteração do modo de vida local, nem o desgaste ou depreciação dos recursos sociais e naturais, que por si só já são frágeis ou escassos.

4 SERVIÇOS E PRODUTOS JUSTOS E RESPONSÁVEIS
No que respeita ao turismo, e pela sua beleza e unicidade, a Ilha é efetivamente muito procurada e uma “pérola” para quem oferece produtos ou serviços turísticos. Antes de contratar um qualquer serviço turístico, verifique se esses serviços são prestados de forma justa e responsável (social e ambientalmente). Deve evitar serviços com pegada ecológica mais elevada, altamente consumidores de recursos, e que, inequivocamente, não contribuam para a integração das comunidades locais, que promovam a exclusão social, que ponham em risco o equilíbrio dos ecossistemas, que não respeitem os ritmos e direitos das comunidades locais.

5 SEJA AGENTE DO DESENVOLVIMENTO LOCAL
A Ilha apresenta uma enorme diversidade de produtos locais, nomeadamente aqueles provenientes da sua principal atividade económica: a pesca, o marisqueio e a aquacultura.
Consumindo responsavelmente, os produtos e serviços, produzidos na ilha, estará a promover o empreendedorismo local e a garantir que os benefícios diretos e indiretos são distribuídos transversalmente, favorecendo assim os grupos mais vulneráveis. Quando compre algum bem ou serviço, certifique-se de que realmente precisa e faça-o a um valor justo para a economia local, contribuindo para melhorar as condições de vida das pessoas e empresas locais.

6 RESPEITAR E PROTEGER A NATUREZA
Não se esqueça que está a entrar num Parque Natural! Os recursos naturais da ilha são únicos, mas frágeis, deles dependendo não só a sobrevivência de inúmeras espécies, mas também a sustentabilidade da comunidade piscatória, que ao longo de séculos mantém uma sábia e anciã convivência com o meio. Procure apenas produtos, serviços e experiências que garantam a exploração sustentável dos recursos aquáticos e terrestres, que respeitem os ‘habitats’ e a fauna e flora autóctones. Aprenda a contribuir para a proteção, conservação e regeneração dos ecossistemas que visita e evite maus-tratos ou a destruição de plantas e animais.

7 VISITANTE CARBONO ZERO
Seja um consumidor exemplar e responsável. Procure experiências e serviços que se pautem por uma gestão eficiente dos recursos hídricos e energéticos, e produtos que possam ser reutilizados ou reciclados, gerando baixo ou nulo impacto no meio ambiente. Evite sempre o desperdício ou o consumo excessivo de água e utilize, sempre que possível, meios de transporte não poluentes. Adote uma atitude responsável, produzindo menos resíduos e evitando a deterioração do espaço natural e da biodiversidade. Minimize o seu impacto colaborando com programas de limpeza realizados na ilha e assumindo um papel de visitante “plástico-zero”. Calcule a sua pegada de carbono e, na medida do possível, compense-a, por exemplo, contribuindo para o Fundo de Responsabilidade Social e Ambiental da Culatra (IBAN PT50.0045.7104.4031.5383.8646.2).

FAÇA PARTE DA SUSTENTABILIDADE


A sustentabilidade da ilha, e do planeta, implica um esforço e uma mudança coletiva. Junte-se a esta causa e apoie as organizações locais no seu esforço de transição energética e de sustentabilidade. Para começar, pode guardar e partilhar este Manifesto do Visitante Responsável com outros visitantes, dando o exemplo e ampliando a escala da ação coletiva. Pode também contribuir para iniciativas e programas que promovam boas-práticas, participando em redes, parcerias ou atividades que promovam globalmente o desenvolvimento sustentável ou outras que incentivem a paz, o respeito e a tolerância.

Manifiesto del visitante responsable 

La isla de Culatra se ubica en la laguna costera de la Ria Formosa (Algarve, Portugal). Forma parte de un conjunto de islas barrera que delimitan la Ria Formosa y la separan del Atlántico, un ecosistema único de incomparable riqueza natural. Es por ello que la isla está adscrita al Parque Natural de la Ria Formosa, y también es considerada un Humedal de Importancia Internacional. Habitada desde hace casi 200 años por comunidades pesqueras, la isla está compuesta por tres núcleos poblacionales: Culatra, Hangares y Farol. Esto representa un conjunto de cerca de 900 residentes permanentes que debemos respetar. Por su condición de isla, Culatra presenta un sinnúmero de factores de fragilidad, especialmente en relación con el cambio climático, la dependencia de recursos externos, la sobreexplotación de sus recursos naturales, o del riesgo de agotamiento de su capacidad de carga debido a actividades humanas, como el turismo.

1 PLANEAR UNA VISITA RESPONSABLE
Antes de venir, busque información sobre Culatra y sobre el proyecto actual de transición hacia un modelo en culatra2030.pt. Dado que es un destino muy particular, intente comprender el contexto y los desafíos que se presentan para quien vive y trabaja en la isla, de forma que pueda adaptar su propio comportamiento a tales desafíos. Cualquier momento del año es bueno para visitar Culatra. Aun así, planee su visita para épocas de menor actividad humana, y evite de preferencia el verano u otros periodos de alta demanda, cuando los escasos recursos de la isla se agotan y se sobrecargan las infraestructuras básicas de la isla, en detrimento de la población local. Sólo podemos hablar de un destino si las y los visitantes y residentes adoptan una actitud responsable.
2 RESPETAR LOS VALORES Y LA IDENTIDAD
Investigue sobre la historia, los valores, la identidad, los orígenes y los aspectos culturales de la isla y de sus comunidades pesqueras, que se caracterizan por ser hospitalarias, honestas y genuinas. Asimismo, conozca las normas sociales que rigen la isla, y evite comportamientos que puedan causar malentendidos, ofender, o humillar a quienes viven ahí. Más allá del increíble entorno natural, el corazón de la isla yace en las áreas urbanas de los núcleos habitacionales. Evite fotografiar a la comunidad o invadir sus espacios privados, y sea un ejemplo de respeto y tolerancia para otros visitantes, que genere oportunidades valores sociales fundamentales. No haga lo que no quisiera que le hicieran a usted.
3 RESPETAR LOS ESPACIOS Y LA INFRAESTRUCTURA
Por norma, un buen sitio para vivir es un buen sitio para visitar. Sin embargo, antes de convertirse en destino turístico, Culatra ya albergaba un sinfín de especies de flora y fauna terrestre y acuática, además de ser el hogar de las personas que habitan la isla desde hace casi 200 años. Intente averiguar cómo se gestiona el territorio, qué reglas y reglamentos son aplicables, y con qué tipo de infraestructura cuenta (edificios, casas, espacios públicos, infraestructura vial, etc.) Asuma un papel activo en la conservación y la protección de los espacios o los equipos que usará o visitará, respetando las reglas y los límites. Es muy importante que su visita no perturbe el modo de vida local, ni que menoscabe ni degrade los de por sí escasos o frágiles recursos sociales y naturales.
4 CONSUMIR SERVICIOS Y PRODUCTOS JUSTOS Y RESPONSABLES
A los ojos del turismo y gracias a su belleza y singularidad, la isla despierta un gran interés y es una «mina de oro» para quienes ofrecen productos y servicios turísticos. Antes de contratar cualquier servicio turístico, verifique que sea justo y responsable a nivel social y ambiental. Evite los servicios de mayor huella ecológica, que consuman recursos de forma intensiva, o que claramente no contribuyan a la integración de las comunidades locales, o que promuevan la exclusión social, que pongan en riesgo el equilibrio de los ecosistemas, o que no respeten el ritmo de vida y los derechos de las comunidades locales.
5 SER UN AGENTE DE DESARROLLO LOCAL
La isla ofrece una variedad enorme de productos locales, en particular aquellos que provienen de su actividad económica principal: la pesca, la marisquería y la acuacultura. Al consumir con responsabilidad los productos y servicios generados en la isla, promoverá el emprendimiento local, garantizará que los beneficios directos e indirectos sean distribuidos de manera transversal, y favorecerá así a los grupos más vulnerables. Cuando compre algún bien o servicio, asegúrese de que de verdad lo necesita y pague un precio justo para la economía local, lo cual contribuirá a mejorar las condiciones de vida de la población y de las empresas locales
6 RESPETAR Y PROTEGER LA NATURALEZA
¡No olvide que está dentro de un parque natural! Los recursos naturales de la isla son únicos y más frágiles. De ellos depende no sólo la supervivencia de un sinnúmero de especies, sino la sostenibilidad de la comunidad pesquera, que mantiene una sabia relación ancestral con el entorno. Adquiera productos, servicios y experiencias que garanticen el origen sostenible de los recursos acuáticos y terrestres, y que respeten los hábitats, la flora, y la fauna autóctonos. Aprenda cómo contribuir a la protección, la conservación, y la regeneración de los ecosistemas que visite, y evite maltratar o destruir plantas o animales.
7 SER UN VISITANTE «CERO CARBONO»
Sea un consumidor ejemplar y responsable. Busque experiencias y servicios comprometidos con gestionar los recursos hídricos y energéticos con eficiencia, o productos reutilizables o reciclables, que generen un impacto mínimo o nulo en el medio ambiente. Siempre evite el desperdicio o el consumo excesivo de agua y utilice medios de transporte no contaminantes siempre que sea posible. Adopte una actitud responsable que genere menos residuos y que evite el deterioro del entorno natural y su biodiversidad. Minimice su impacto participando en jornadas de limpieza de la isla y adopte la misión de ser un visitante «cero plástico». Calcule su huella de carbono, y compénsela siempre que pueda, por ejemplo, mediante un donativo al Fondo de Responsabilidad Social y Ambiental de Culatra (IBAN PT50.0045.7104.4031.5383.86462).

 

¡Participe en la sostenibilidad!   

La sostenibilidad      de la isla y del planeta requiere esfuerzo y cambio colectivo. Únase a esta causa y apoye el esfuerzo de las organizaciones locales para lograr la transición energética y sostenible       

Guarde o comparta este Manifiesto con otras y otros visitantes, dando el ejemplo y ampliando la escala de la acción colectiva. 

The Responsible Visitor Manifesto 

Culatra Island is located in the coastal lagoon of Ria Formosa (Algarve, Portugal.) The island is part of a barrier island system that separates Ria Formosa from the Atlantic, creating a unique ecosystem of unparalleled natural value. As a result, the island is integrated into the Ria Formosa Natural Park and is classified as a Special Protection Area and a Wetland of International Importance. First inhabited by fishing communities almost 200 years ago, three population nuclei can be found in the island: Culatra, Hangares e Farol. Together they account for around 900 permanent residents that deserve our respect. Being an island, Culatra is vulnerable for countless reasons, especially climate change, dependency from external resources, natural resource overexploitation, or the risk of straining its load-bearing capacity as a result of human activities, such as tourism. 

 

1  PLAN A RESPONSIBLE VISIT 

Before coming, find out about Culatra Island and its current transition towards sustainability at culatra2030.pt. Try to understand the context of this highly peculiar destination and the challenges it poses to its residents and workers, adapting your behaviour to help offset those challenges. Culatra is a good destination to visit all year round. Even so, schedule your visit for the lower season, avoiding the summer or other peak periods when human pressure accelerates natural resource depletion and shortages for locals, as well as overpressure on the island’s utilities. Only if residents and visitors alike assume a responsible attitude does a destination become truly sustainable. 

2  RESPECT THE LOCAL IDENTITY AND VALUES 

Find out about the history, the values, the identity, the roots, and the culture of the island and its fishing communities, who are typically hospitable, honest, and genuine. Get to know the local social norms, avoiding misleading, offensive or humiliating attitudes towards residents. Apart from the gorgeous natural surrounding, the urban areas of the island are at the heart of its beauty. Do not take pictures of locals without consent or trespass into their private space. Set an example of respect and tolerance for other visitors, creating opportunities to exchange and nurture fundamental social values. Do not do unto others what you do not want done unto you. 

3  RESPECT SPACES AND INFRASTRUCTURE 

Typically, a good place to live is a good place to visit. Before becoming a tourist destination, however, Culatra Island was already the home to countless water and land animals and plants, but also the place locals have called “home” for almost 200 years. Find out about how the island is managed, what the applicable rules and regulations are, and what type of infrastructure is present (buildings, houses, public spaces, roads, etc.) Play an active role in preserving and protecting the spaces and equipment you use or visit, respecting rules and limits. Your visit should not tamper with the local way of living or undermine the island’s social and natural resources, which are already fragile or rare. 

 

4  CONSUME FAIR AND RESPONSIBLE PRODUCTS AND SERVICES 

When it comes to tourism, the island’s beauty and uniqueness make it a rare gem coveted by tourist product and service providers. Before hiring a tourist service, check that it is provided in a fair and responsible way towards society and the environment. Avoid services with a high environmental footprint or highly resource-intensive, which do not contribute to the integration of local communities, or which promote social exclusion, compromise the natural balance, or disrespect the lifestyle and the rights of local communities. 

5  BE AN AGENT OF SOCIAL DEVELOPMENT 

The island offers a high diversity of local products, especially those coming from its main economic activity: fishing and aquaculture. By consuming local products and services responsibly, you will foster local entrepreneurship and ensure that direct and indirect benefits are evenly distributed, thereby supporting the most vulnerable. When you buy a product or a service, make sure you truly need it, and pay it at a fair price for the local economy to improve the living conditions of locals and the health of their businesses. 

6  RESPECT AND PROTECT NATURE 

Do not forget you are entering a natural park! The island’s resources are unique, but fragile. Not only do innumerable species depend on them, but also the sustainability of the fishing communities, who have developed the wisdom to interact with the environment through traditional techniques over the centuries. Look for products, services, and experiences that obtain water and land resources through sustainable methods, respecting the autochthonous habitats, animals, and plants. Learn how you can contribute to the protection, conservation, and regeneration of the ecosystems you visit. Avoid damaging or killing plants and animals. 

7  BE A ZERO-CARBON VISITOR 

Set an example of responsibility. Search for experiences and services that efficiently manage water and energy resources, as well as reusable or recyclable products that have little or no impact on the environment. Avoid water waste and overuse, and use non-polluting means of transportation whenever possible. Assume a responsible attitude, producing less waste and preventing damages against the habitat and its biodiversity. Minimise your impact by participating in clean-ups and assume the mission to be a “zero-plastic” visitor. Calculate your carbon footprint, and try to offset it, if possible. For instance, you may make a donation to the Social and Environmental Responsibility Fund of Culatra (IBAN PT50.0045.7104.4031.5383.86462.) 

 

Join the sustainability journey! 

The island and the planet’s sustainability demands collective change. Join our cause and support the local organisations working on the island’s energy and sustainability transition.  

Keep this Manifesto or share it with other visitors, setting an example for them and escalating this collective effort. 

 

Manifeste du visiteur responsable.

L'île de Culatra se situe dans la lagune côtière de la Ria Formosa (Algarve, Portugal). Elle fait partie d'un ensemble d'îles-barrières qui séparent la Ria Formosa de l'Atlantique, donnant lieu à un écosystème unique d'une richesse naturelle sans égal. L'île appartient donc ainsi au Parc Naturel de      Ria Formosa, et elle est classée aux Zones de Protection Spéciale et aux Zones Humides d'Importance Internationale. La population est répartie dans trois villages habités par des communautés de pêche depuis 200 ans environ : Culatra, Hangares et Farol. Sur l'ensemble de l'île vivent environ 900 personnes. Nous, touristes devons faire preuve de respect, à l'égard de l’île, son environnement naturel et ses habitants. Culatra est sujette à une multitude de facteurs de vulnérabilité en raison de son insularité, dont notamment, le réchauffement climatique, la dépendance des ressources de l'extérieur, la surexploitation des ressources naturelles locales, et le risque de dépassement de la capacité de charge à cause de l’activité humaine, y compris le tourisme. 

1  PLANIFIEZ UNE VISITE RESPONSABLE 

Avant de vous rendre sur place     , prenez connaissance de l'île de Culatra et renseignez-vous aussi sur le projet actuel de transition vers un modèle durable sur      culatra2030.pt. Essayez de comprendre le contexte et les défis auxquels sont confrontés celles et ceux qui vivent et travaillent sur cette île particulière, afin d'adapter votre comportement. L'île de Culatra est une destination idéale tout au long de l'année. Veuillez pourtant planifier votre visite hors les périodes de forte affluence, l'été en particulier et d'autres périodes de pointe, période durant laquelle les ressources en eau sont mises à rude épreuve. Une destination ne peut assurer sa durabilité qu'avec l'engagement responsable de toutes et tous, les résidents et les visiteurs. 

2  RESPECTEZ LES VALEURS ET L'IDENTITÉ LOCALES 

Renseignez-vous sur l'histoire, les valeurs, l'identité, les origines, la culture de l'île et de ses communautés de pêcheurs. Ces dernières se distinguent par leur hospitalité, leur honnêteté, et leur authenticité. Familiarisez-vous également avec les normes sociales qui encadrent l’île, en évitant des comportements se prêtant au malentendu, à l'insulte, ou à l'humiliation des habitants. Au-delà de ses splendides paysages, ce sont les zones urbanisées qui font palpiter le cœur de l'île. Ne prenez pas de photos des habitants et n'envahissez pas leurs espaces privés. Donnez l'exemple de respect et de tolérance pour les autres visiteurs, en créant des opportunités de partage et d’enrichissement de valeurs. Ne faites pas à autrui ce que vous ne voudriez pas que l’on vous fasse. 

3  RESPECTEZ LES ESPACES ET LES INFRASTRUCTURES 

Les endroits agréables à vivre suscitent facilement l'intérêt des visiteurs. Avant de devenir une destination touristique,      Culatra abritait une multitude d'espèces, entre flore et faune, aussi bien aquatiques que terrestres, alors que la population a pris racine dans l'île depuis 200 ans environ. Essayez de vous renseigner sur l'aménagement territorial, les réglementations en vigueur, ainsi que les infrastructures dont l'île est dotée (bâtiments, maisons, espaces publiques, infrastructure routière, etc.) Participez activement à la conservation et à la protection des espaces et des équipements que vous utiliserez lors de votre visite, toujours en respectant  les règles. Veillez à ce que votre visite ne contribue pas à la modification du mode de vie     local, ni à la dégradation ni à la dévalorisation des ressources naturelles et sociales, qui sont pour la plupart déjà fragilisées ou rares. 

4  PROCUREZ DES SERVICES ET DES PRODUITS JUSTES ET RESPONSABLES 

Par sa grande beauté et authenticité, Culatra constitue une destination touristique très sollicitée, une « perle rare » pour les prestataires de services ou les fournisseurs de produits touristiques. Pour tout service touristique, vérifiez qu’il est équitable et responsable sur les plans social et environnemental. Évitez les services dont l’empreinte écologique est élevée, ceux qui sont intensifs en ressources, ceux qui ne contribuent pas à l'intégration des communautés locales, ou ceux qui avancent ouvertement l'exclusion sociale, le risque de déséquilibre des écosystèmes, ou le manque de respect pour les modes de vie et les droits des communautés locales. 

5  DEVENEZ AGENT DE DÉVELOPPEMENT LOCAL 

L'île offre une vaste variété de produits locaux, en particulier de ceux issus de sa principale activité économique : la pêche aux poissons et aux fruits de mer, et l'aquaculture. En consommant les produits et les services locaux avec responsabilité, vous participez au développement des petites et moyennes entreprises locales, garantissant la distribution transversale des avantages directs et indirects, favorisant ainsi les groupes les plus vulnérables. Lorsque vous achetez des biens ou des services, assurez-vous que vous en avez réellement besoin et payez un prix équitable pour l’économie locale. Vous contribuerez ainsi à améliorer les conditions de vie de la population et des entreprises locales. 

6  RESPECTEZ ET PROTEGEZ LA NATURE 

N'oubliez pas que vous êtes dans un parc naturel ! Les ressources naturelles de l'île sont exceptionnelles, mais fragiles. Non seulement la survie d'une multitude d'espèces en dépend, mais également la durabilité de la communauté de pêche, qui, pendant des siècles, a maintenu une coexistence sage avec l’environnement. Procurez-vous des produits, des services, et des expériences qui garantissent l'origine durable de leurs ressources aquatiques et terrestres, ainsi que le respect pour les habitats, la flore, et la faune autochtones. Découvrez comment contribuer à la protection, à la conservation, et à la régénération des écosystèmes que vous visitez, tout en évitant d’endommager ou de détruire plantes et animaux. 

7  FAITES UNE VISITE NEUTRE EN CARBONNE 

Soyez un consommateur exemplaire et responsable. Cherchez des produits et des services qui s’engagent à gérer efficacement l’eau et l’énergie, ou des produits réutilisables ou recyclés, afin de minimiser et même d’éviter tout impact sur l’environnement. Évitez toujours le gaspillage ou la surconsommation d'eau, et prenez des transports non-polluants autant que possible. Adoptez un comportement responsable, en réduisant vos déchets et en prévenant la dégradation du milieu naturel et de la biodiversité. Réduisez votre impact en participant aux      opérations de nettoyage des plages, et engagez-vous à devenir un visiteur « zéro plastique ». Calculez votre empreinte carbone, et compensez-la dans la mesure du possible, par exemple, en faisant un don au Fond de Responsabilité Sociale et Environnementale de Culatra (IBAN PT50.0045.7104.4031.5383.86462). 

 

Participez à la durabilité ! 

 La durabilité de l’île et de la planète exige un effort collectif pour un changement pérenne ! Rejoignez cette cause et soutenez les organisations locales qui travaillent dans la transition énergétique et dans la durabilité.  

Conservez ce Manifeste, partagez-le avec d'autres visiteurs, et montrez l'exemple en étendant la portée de cette action collective.